Um upgrade da minha vida

Bien, nos ultimos dias dediquei-me a arrumação da mala para viagem que farei no segundo dia de 2010. Esta viagem terá como destino Buenos Aires onde ficarei por 3 semanas, sendo que duas dedicada às aulas do curso de mestrado em educação na Universidad del Salvador, e uma semana para passear, ja que as aulas consumirão a maior parte das horas de cada dia. Ja garanti a minha entrada para o show do Metallica, que considero clássico e nostálgico ao mesmo tempo. O show será no estadio do River Plate, dia 22 de janeiro. Como todo anarquista que tem a militância correndo nas veias, tb já entrei em contato com um grupo local Red-Libertária, que temos (FARJ) uma relação orgânica, para conhecê-los pessoalmente, levar algum material e participar de alguma atividade que houver. Tano, um membro que respondeu gentilmente o meu email,  disse me que estão organizando alguma atividade no mes de janeiro, q segundo a historia do movimento anarquista em buenos aires comemora-se alguma data importante nesse mês.

Nos intervalos de arrumação e organização dos detalhes da viagem, dediquei-me a leitura do livro Mujeres Libres escrito por Margareth Rago e Maria Clara Pivato Biajoli, que conta a história do grupo feminista Mujeres Libres e sua participação na Revolução Espanhola entre 1936 e 1938. Mulheres feministas, anarquistas,classistas a frente do seu tempo, lançavam periodicamente informativos do mesmo nome do grupo com textos polemicos, dedicando especialmente a libertação sexual da mulher, defendendo idéias como amor livre, matrimônimo e maternidade como opção, aborto, enfim, temas que levassem e contribuissem para emancipação da mulher espanhola e de todo mundo. Além disso o grupo oferecia oficinas de capacitação para inserção do trabalho para mulheres, um liberatório de prostitutas, para mulheres que quisessem sair dessa vida, com apoio psicológico, econômico, e aprendizagem de atividades rentáveis para inserção no mercado de trabalho e independencia. Mujeres Libres contribuiam para construção da consciencia classe e da condição de submissão que as mulheres se encontravam naquele momento aos homens, fossem eles pais, maridos, irmãos até mesmo companheiros de luta, além da libertação sexual, na qual elas pudessem viver e amar de forma livre, sentir prazer com quem quisesse, longe da idéia de sexo so por reprodução como circulava e influenciava diretamente no comportamento das mulheres na época. Quando eu terminar a leitura vou fazer um post dedicado a essas mulheres a história belissima que poucos tiveram oportunidade de ler e não faz parte da história oficial.

Falando em leitura, como proposta de estudo do grupo de apoio da FARJ daqui de Vitória, li o livro Apoio Mútuo de Kropotkin. Este livro belissimo, fala sobre a ajuda e o apoio mútuo entre várias espécies de animais, mas essa parte que o livro se dedica eu não me prendi, mas vale a pena conferir…e a ajuda e apoio mútuo ao longo da história e “evolução” dos seres humanos, desde os “selvagens”, passando pelos “medievais” até os “nossos dias” (lembrando que foi escrito no século XIX, importante ter idéia do contexto da época). Kropotkin procura fundamentar suas idéias a partir de experiencias de observação antropológica, de tribos, aldeias, de várias partes dos continentes, defendendo que desde sempre os sers humanos viviam em aldeias, tribos, tinham sentimento de coletividade e solidariedade mútua. Um dos exemplos que o autor cita é sobre a apropriação da  terra  e que esta podia ser explorada por todos, mas aquilo que era plantado pertencia a quem plantou, em tempos de colheitas, se alguém tivesse tido prejuizo na sua safra, na época da colheita, poderia, tinha o direito garantido por todos,de pegar parte do que do monte colhido por outrem, para não passar necessidades. É realmente lindo e surpreendente este livro, vale a pena conferir.

No mais sigo com as minhas arrumações, leituras prazerosas e obrigatórias que estão por vir devido ao mestrado.

Estou ansiosa pra sentir o calor de Buenos Aires.

Ao longo da viagem espero encontrar tempo para quem sabe contar as minhas peripécias por la e curiosidades.

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Cineclube Central


Se tem um projeto local que não posso deixar de divulgar aqui é o Cineclube Central.

Organizado por um grupo de amigos, promovem no Teatro Municipal de Vila Velha exibição de vídeos alternativos, todas as quartas-feiras, às 20h. Eu participei de duas exibições, já que o dia e a hora coincidem com as aulas de yoga. A primeira partipação minha foi de cara com a exibição do Surplus que tinha também a proposta de um debate após o filme, mediado pelo Sandro, velho amigo meu, que é antropólogo, e vocalista da banda Mukeka di Rato. Foi muito boa essa experiência e agora sempre no final dos filmes exibidos rola alguma conversa, bate-papo. A segunda e última vez fui pra assistir Paradise Now (filme palestino) e Duas soluções para um problema (filme iraniano). Apesar de eu ter chegado atrasada, não ter visto o filme iraniano, e ter pego já começado o filme palestino, valeu muito a pena assistí-lo. Trata-se de um filme que retrata a vida de pessoas com  histórias de vidas marcadas pelas guerras e dogmatismo religioso, que rege toda a sua vida, principalmente a política do próprio país. De repente, o personagem principal acorda com a predestinação de ser um homem-bomba e o filme desenvolve a maior parte no ritual preparativo para esse grande dia e grande função tratada como honra para aquele povo. Chama atenção o diálogo, os conflitos e contrastes daquela realidade, e a decisão de seguir ou não aquela predestinação. Interessante também é a falta de uma trilha sonora eheh.

Para saber mais sobre esse projeto, acesse o blog aqui.

Comunidade no orkut aqui.

Verônica

Para me preparar psicologicamente para voltar a trabalhar esse ano, fui ao cinema assistir o filme brasileiro que saiu em cartaz: Verônica.

Segue a sinopse: VERÔNICA é professora da rede municipal de ensino há vinte anos e agora, na iminência de se aposentar e passando por sérios problemas pessoais, está exausta e sem a paciência de sempre. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar Leandro, um aluno de oito anos. Já é tarde da noite quando a professora decide levá-lo em casa. Ao chegar no alto do morro, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais de Leandro e querem matá-lo também. Verônica foge com o menino. Ela procura ajuda e descobre que a policia também está ligada ao assassinato dos pais do menino. Sem poder confiar em ninguém, ela decide esconder o garoto. Assim, Verônica é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver. E enquanto procura uma maneira de escapar com o menino, redescobre sentimentos que estavam adormecidos na sua vida solitária e difícil.

Jamais pensei que fossem reproduzir tao perfeitamente o cotidiano de uma escola publica de periferia como no filme. Cansada de filmes hollywoodianos com tramas em escolas, nas quais o diretor, o professor ou sei la quem, são os heróis, com uma visão muito romântica e distante de uma escola. Enquanto desenrolava o filme, não sabia se chorava ou se ria, pois me despertou várias sensações e sentimentos. Vale muito a pena conferir.

novo blog

pedi ao meu grande amigo muri para me dar uma força na mudança de servidor de blog, ja que no noblogs esta com problemas em liberar comentários, e alguns amigos chegaram a mandar email com seus comentarios por conta deste problema…agora blog novo, servidor novo, fase nova tb (assim espero).