Cineclube Central


Se tem um projeto local que não posso deixar de divulgar aqui é o Cineclube Central.

Organizado por um grupo de amigos, promovem no Teatro Municipal de Vila Velha exibição de vídeos alternativos, todas as quartas-feiras, às 20h. Eu participei de duas exibições, já que o dia e a hora coincidem com as aulas de yoga. A primeira partipação minha foi de cara com a exibição do Surplus que tinha também a proposta de um debate após o filme, mediado pelo Sandro, velho amigo meu, que é antropólogo, e vocalista da banda Mukeka di Rato. Foi muito boa essa experiência e agora sempre no final dos filmes exibidos rola alguma conversa, bate-papo. A segunda e última vez fui pra assistir Paradise Now (filme palestino) e Duas soluções para um problema (filme iraniano). Apesar de eu ter chegado atrasada, não ter visto o filme iraniano, e ter pego já começado o filme palestino, valeu muito a pena assistí-lo. Trata-se de um filme que retrata a vida de pessoas com  histórias de vidas marcadas pelas guerras e dogmatismo religioso, que rege toda a sua vida, principalmente a política do próprio país. De repente, o personagem principal acorda com a predestinação de ser um homem-bomba e o filme desenvolve a maior parte no ritual preparativo para esse grande dia e grande função tratada como honra para aquele povo. Chama atenção o diálogo, os conflitos e contrastes daquela realidade, e a decisão de seguir ou não aquela predestinação. Interessante também é a falta de uma trilha sonora eheh.

Para saber mais sobre esse projeto, acesse o blog aqui.

Comunidade no orkut aqui.

Verônica

Para me preparar psicologicamente para voltar a trabalhar esse ano, fui ao cinema assistir o filme brasileiro que saiu em cartaz: Verônica.

Segue a sinopse: VERÔNICA é professora da rede municipal de ensino há vinte anos e agora, na iminência de se aposentar e passando por sérios problemas pessoais, está exausta e sem a paciência de sempre. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar Leandro, um aluno de oito anos. Já é tarde da noite quando a professora decide levá-lo em casa. Ao chegar no alto do morro, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais de Leandro e querem matá-lo também. Verônica foge com o menino. Ela procura ajuda e descobre que a policia também está ligada ao assassinato dos pais do menino. Sem poder confiar em ninguém, ela decide esconder o garoto. Assim, Verônica é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver. E enquanto procura uma maneira de escapar com o menino, redescobre sentimentos que estavam adormecidos na sua vida solitária e difícil.

Jamais pensei que fossem reproduzir tao perfeitamente o cotidiano de uma escola publica de periferia como no filme. Cansada de filmes hollywoodianos com tramas em escolas, nas quais o diretor, o professor ou sei la quem, são os heróis, com uma visão muito romântica e distante de uma escola. Enquanto desenrolava o filme, não sabia se chorava ou se ria, pois me despertou várias sensações e sentimentos. Vale muito a pena conferir.